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Estreia no Sesc - Foto Larissa França |
O Teatro Ruante, coletivo de Porto Velho,
contemplado com o Prêmio Sesc de Incentivo às Artes Cênicas, fará uma
circulação com o espetáculo A muy
lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe por três cidades: Ji-Parana,
Presidente Médici e Porto Velho. Além disso, os integrantes ministrarão oficina
de palhaço e farão palestra sobre comicidade. Maiores informações no blog www.ruanteteatro.blogspot.com
A
muy lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe
Sinopse
Três palhaços, Mazela, Tinnimm e Tuminga,
ganham um edital para se apresentarem no dia do casamento do Duque e da Duquesa
de Old Port, em pleno Renascimento. Mas o grupo tem apenas três dias para
encenarem A Muy Lamentável Comédia, a
Mais Cruel Morte de Píramo e Tisbe.
A peça é um fragmento de Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare, escrita em
fins do século XVI. No original, são artesãos que querem se apresentar no
castelo, na montagem do Teatro Ruante, os palhaços recriam com a ajuda do
público essa “trágica” história de amor.
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Palhaços Tinnim, Tuminga e Mazela - Foto Larissa França |
Ficha
Técnica
A
partir da obra de William Shakespeare
Adaptação e direção: Adailtom
Alves
Palhaços criadores: Bruno
Selleri (Mazela), Jamile Soares (Tuminga) e Selma Pavanelli (Tinnimm)
Figurinos e adereços: Selma
Pavanelli
Concepção de cenário: Adailtom
Alves, Ismael Barreto e Selma Pavanelli
Cenotécnico: Ismael
Barreto
Costureira: Rita
Magno
Designer Gráfico:
Anael Francis
Produção: Selma
Pavanelli e Bruno Selleri
Apoio
logístico: Val Barbosa
Serviço
18/10 – Apresentação em Ji-Paraná – Praça do
Teatro Dominguinhos às 20h
19/10 – Oficina de Palhaço – Teatro Dominguinhos
– Ji-Paraná às 18h
20/10 – Apresentação em Presidente Médici –
Praça Municipal às 19:30h
Dias 22, 23, 24, 25, 26 e 27 – Apresentações
em Porto Velho
22/10 - Escola Padre Mario às 16h
23/10 - Escola Rio Madeira às 16h
24/10 - Escola Herbert de Alencar às 16h
25/10 - Escola Ely Bezerra às 16h
26/10 - Sesc Esplanda às 18 h
27/10 - Parque da Cidade às 17h
22/10 - Escola Padre Mario às 16h
23/10 - Escola Rio Madeira às 16h
24/10 - Escola Herbert de Alencar às 16h
25/10 - Escola Ely Bezerra às 16h
26/10 - Sesc Esplanda às 18 h
27/10 - Parque da Cidade às 17h
Dia 26 – Palestra sobre comicidade, Sesc Esplanada.
TODA
A PROGRAMAÇÃO É GRATUITA
MAIORES INFORMAÇÕES: 69 99271-4848 /
98164-3332
HISTÓRICO
O Teatro Ruante, criado em 2004 na cidade de
São Paulo, estabeleceu-se em 2015 na cidade de Porto Velho/RO e desde então vem
realizando montagens teatrais e outras ações artísticas como suas temporadas
nas praças, oficinas circenses e de palhaço, sua Mostra de Repertório, entre
outras. O grupo tem como fonte inspiradora o universo popular e tem como
propósito apresentar-se em espaços abertos e alternativos, visando uma
comunicação direta com o público das mais variadas idades. Atualmente, além do novo espetáculo, o grupo
conta com outros três espetáculos em repertório: Que
Palhaçada é Essa Aqui? (2015), Era
Uma Vez João e Maria... e ainda é (2016), Cabaré Ruante (2017) e o projeto Histórias de Contar (2016).
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Participação do público - Foto Larissa França |
Shakespeare, palhaços e processo
A
comicidade é fundamental nas obras de William Shakespeare (1564-1616), até
mesmo na tragédia Rei Lear, está lá
um bobo, sempre falando a verdade ao rei e provocando o riso. O bardo inglês
precisava agradar um público diverso. A mistura de classes fez com que seu
teatro seja rebuscado na poesia, tenha um intenso jogo de intrigas, disputas de
poder, sem, no entanto, esquecer a comicidade. O autor utilizava e misturava
muitas fontes para criar suas peças, em Sonho
de uma noite de verão, por exemplo, pega do poeta Ovídeo uma trágica
história de amor e conta de forma cômica, já que encenada por atrapalhados
artesãos. É desse fragmento que parte o Teatro Ruante para criar seu novo
espetáculo: A muy lamentável e cruel
história de Píramo e Tisbe.
É a
primeira vez que o Ruante parte de um texto formal e busca sua desconstrução
(ou quase) com a arte palhacística – Shakespeare que nos perdoe, mas ele foi e
é popular, entenderá. Geralmente o nosso trabalho parte de reprises e entradas
tradicionais circenses. O desafio foi construir um espetáculo tomando esse
fragmento de Shakespeare, agora é o momento de apresentá-lo ao público.
Por
fim, cabe dizer que o Prêmio Sesc de Incentivo às Artes Cênicas foi
fundamental. É a primeira vez que produzimos com recursos aqui em Rondônia,
assim pudemos brincar/ousar/experimentar um pouco mais em relação a adereços,
figurinos e cenários. Que o Prêmio continue a incentivar e que se amplie em
recursos e em quantidade para chegar a mais artistas e assim, quem sabe,
teremos mais produções no estado. Evoé!
Adailtom
Alves – Diretor