Temporada será de 26 a 29 de março e os ingressos já estão disponíveis para retirada gratuita pela plataforma Sympla
Março é marcado por reflexões e debates sobre a luta histórica das mulheres e os desafios que ainda enfrentam em seu cotidiano. Nesse contexto, o espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne”, do Teatro Ruante, propõe uma reflexão sensível e potente sobre as diferentes formas de violência que atravessam a vida de inúmeras mulheres, visibilizando um tema tão urgente e necessário e que muitas vezes é negligenciado pela sociedade.
| Selma Pavanelli - Foto Thaissa Silva |
Com atuação de Selma Pavanelli, dramaturgia e direção de Adailtom Alves, o espetáculo é parte do projeto “Raízes, Folhas e Flores”, iniciativa que busca denunciar, conscientizar e abrir espaços de escuta sobre experiências frequentemente negligenciadas ou silenciadas na sociedade.
A expectativa é que o monólogo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne”, desperte no público a conscientização e importância de refletir sobre como gênero, raça e classe atravessam as existências femininas.
Apresentações especiais
O projeto, que foi contemplado no Edital nº 10/2024/SEJUCEL-SIEC – Fomento para Produção de Artes Integradas Rondoniense , terá apresentações gratuitas ao público, além de sessões especiais para acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia e comunidade surda.
No dia 19 de março os estudantes do curso estudantes do curto de Teatro da UNIR terão a oportunidade de assistir a encenação no próprio campus, a partir das 10h.
No dia 24 de março a apresentação será exclusiva para a comunidade surda. A apresentação será no Espaço Cultural Tenda dos Fundos a partir das 19h30.
Sinopse
O espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne” dá voz às experiências de mulheres brasileiras, evidenciando como gênero, raça e classe moldam e atravessam as existências. Por meio de histórias sensíveis e contundentes, a obra propõe uma reflexão sobre as dores de mulheres urbanas e da floresta. Marcadas na carne, tais vivências revelam momentos de florescimento e profundas feridas, resultado das violências e desigualdades que acompanham o ser mulher em nossa sociedade.
O espetáculo conta com acessibilidade em Libras e tem classificação indicativa de 12 anos.
Ficha técnica
Atuação: Selma Pavanelli
Dramaturgia e direção: Adailtom Alves
Narração off e música “Raiz de Ser”: Izabela Lima
Produção executiva: Stephanie Matos
Músicas: Izabela Lima e Teatro Ruante
Iluminação e operação: Gabriel Corvalan
Operação de som: Thaissa Silva
Cenografia: Adailtom Alves, Aníbal Pacha, Ismael Barreto e Selma Pavanelli
Cenotécnico: Ismael Barreto
Confecção de boneco e orientação de manipulação: Aníbal Pacha
Figurino: Aníbal Pacha
Costureira: Marilea Aguiar (Blá)
Assistência de produção: Adrieli Lara e Thaissa Silva
Arte do espetáculo: Flávio Dutka
Designer gráfico: Maycon Moura
Assessoria de imprensa: Eliane Viana Araújo
Coordenação de acessibilidade: Victor Kopashi
Intérpretes de Libras: Isle Trajano de Oliveira e Talita Barbosa Bicalho do Carmo
Realização: Teatro Ruante
Agradecimentos: O Imaginário, Espaço Cultural Tapiri, Curso de Teatro da UNIR, Espaço Cultural Tenda, Associação Cultural Peripécias e Samir Rural.
Serviço
Espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne”
Com Teatro Ruante (RO)
Temporada: 26 a 29/03/26
Local: Espaço Cultural Tapiri
Endereço: Rua Franklin Tavares, 1353 – Pedrinhas
Horário: 19h30
Reserva de ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/raizes-folhas-e-flores-que-compoem-a-minha-carne/3332078
Lugares disponíveis por apresentação: 60
Fincar
Raízes, trocar experiências
| Selma Pavanelli manipulando uma boneca - foto Adailtom Alves |
Por Adailtom Alves
Vivemos um tempo apressado, em
que tudo precisa ser imediato: mensagens aceleradas, aprendizagens reduzidas ao
tempo de um reels. Nossa aposta segue na direção contrária: confiar no
mergulho profundo, no demorar-se e na reflexão. O teatro, arte do encontro,
possibilita a troca de experiências ao reunir artistas e público no mesmo tempo
e espaço, por meio do compartilhamento de histórias e sensações.
Vivemos um tempo de disfunção
narrativa, pois tudo hoje é voltado à venda, o excesso do que é chamado de storytelling.
Ao mesmo tempo, temos uma escassez de experiências reais. Muito
informados ou bombardeados por essas “histórias” que vendem, tornamo-nos
desorientados.
Diante disso, o Teatro Ruante
aposta na narração como gesto de encontro e comunidade. Narrar é compartilhar
sentido; escutar é permitir-se ser atravessado. Convidamos todas e todos a
ouvir as mulheres de Das Raízes, Folhas e Flores Que Compõem a Minha Carne,
cujas vozes trazidas por uma única atriz, evocam muitas outras.
Bom espetáculo!




